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12abr2015---manifestantes-erguem-faixa-gigante-com-a-frase-impeachment-ja-durante-protesto-contra-o-governo-da-presidente-dilma-rousseff-neste-domingo-12-proximo-ao-masp-na-avenida-paulista-1428865197278_956x500

Brasileiros vão às ruas contra a corrupção, o PT e o governo

Pela segunda vez em menos de um mês, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, contra o PT e contra o governo da presidente Dilma Rousseff. O portal de notícias da Globo, o G1, fez um levantamento com os organizadores das manifestações e também junto à PM de cada de estado.

Os protestos de domingo (12) se espalharam por 218 cidades, em 24 estados e no Distrito Federal. Também pelas contas dos organizadores, 1,5 milhão de pessoas saíram às ruas. Já a PM calcula um pouco menos da metade, 700 mil pessoas.

O protesto deste domingo foi menor do que o primeiro ato contra o governo Dilma, no dia 15 de março. As manifestações foram em 252 cidades, em todos os estados. Em março, foram 3 milhões de manifestantes segundo os organizadores ou 2,4 milhões, pelos números da polícia.

Mais uma vez, os maiores protestos foram em São Paulo. Em todo o país, o clima das manifestações foi pacífico.

Desde cedo os brasileiros saíram às ruas, vestidos de verde e amarelo. As palavras de ordem eram as mesmas do dia 15 de março: pelo impeachment, contra a corrupção, o governo e o PT.

Para os organizadores, o número menor de manifestantes em relação ao dia 15 de março não foi um problema. “A gente confia na Polícia Militar. Se eles disserem que foi menos a gente vai confiar. O importante é que a gente conseguiu mandar o recado”, disse o organizador do Movimento Cariocas Direitos Dênis Abreu.

Em Brasília, a manifestação começou cedo. A concentração foi na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Museu da República e seguiu até o Congresso Nacional. A maioria dos manifestantes chegou em frente ao Congresso Nacional às 12h e começou a tomar conta do gramado. Do outro lado a Polícia Militar fez barreira no Congresso para garantir a segurança.

Segundo os organizadores eram 40 mil pessoas; 25 mil segundo a PM. Em março, foram cem mil participantes segundo os organizadores e 50 mil segundo a PM. “Temos que lutar pelo nosso país”, afirmou uma manifestante.

Na capital do país, faixas e cartazes pediam o impeachment da presidente e a defesa da Petrobras.

No Rio de Janeiro, a manifestação foi na orla de Copacabana. A PM chegou a informar que eram dez mil manifestantes por volta de 12h, mas à tarde o Comando da Polícia disse que não daria uma estimativa do número de participantes. Três entidades organizaram o evento: duas calcularam que 25 cinco mil pessoas participaram do protesto.

No dia 15 de março a PM também não divulgou um número oficial. Segundo os organizadores eram cem mil manifestantes. Em alguns momentos a PM teve que intervir para evitar confusão. Manifestantes hostilizaram pessoas que defendiam o governo. “Estamos aqui lutando por um futuro melhor, principalmente para os nossos filhos”, disse um manifestante.

No meio da passeata, um grupo de manifestantes destoava dos outros, pedindo intervenção militar, o que é ilegal e contra a Constituição. “Isso não nos representa”, lamentou um manifestante.

Depois de duas horas, a manifestação se encerrou com o hino nacional e muita gente de mãos dadas.

Em Belo Horizonte, a Praça da Liberdade foi o palco das manifestações. Foram 8,5 mil pessoas segundo os organizadores, 6 mil segundo a PM. No dia 15 de março eram 25 mil, segundo os organizadores, 24 mil segundo a PM.

O hino nacional foi tocado várias vezes enquanto os manifestantes pediam o impeachment da presidente Dilma, a reforma polícia e o fim da corrupção.

As manifestações aconteceram em outras capitais e em várias cidades do interior do país, mas também com participação menor do que no dia 15 de março. Em Belém, cinco mil pessoas foram para as ruas segundo os organizadores e a PM.

Dez mil pessoas participaram dos protestos em Salvador segundo os organizadores, quatro mil segundo a PM. A manifestação pacífica passou pela orla da capital baiana. “Nós queremos menos corrupção e maior investimento na saúde pública do Brasil”, disse uma manifestante.

No Recife, os protestos contra a corrupção e o governo reuniram 40 mil pessoas, segundos os organizadores. A PM não fez a estimativa.

Em Curitiba os manifestantes apoiaram o juiz Sérgio Moro e também a Polícia Federal, responsáveis pela investigação da Operação Lava Jato. Na capital do Paraná, 60 mil pessoas saíram às ruas, de acordo com os organizadores; 40 mil, pelos cálculos da polícia.

Em Porto Alegre 50 mil pessoas participaram de uma caminhada, segundo os organizadores; 35 mil segundo a Polícia Militar. O ato foi pacífico. Os manifestantes ficaram até o início da noite nas ruas da cidade.

Ao todo, 12 cidades de Mato Grosso tiveram manifestações neste domingo. A maior foi na capital, Cuiabá, que reuniu dez mil pessoas segundo os organizadores. A PM calcula que eram oito mil. As principais reivindicações eram contra a corrupção.

No interior de São Paulo também houve protestos em várias cidades. O maior deles foi em Ribeirão Preto: 25 mil pessoas segundo a PM e 35 mil de acordo com os organizadores. A concentração foi na Praça Carlos Gomes. O público começou a chegar às 8h e a manifestação teve início duas horas depois.

Em Campinas, os manifestantes levaram abaixo assinados pedindo a saída da presidente Dilma, do ministro do Supremo Dias Toffoli e a redução de ministérios. Os organizadores disseram que 50 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar contabilizou 10 mil.

Em Bauru, o protesto reuniu muitas famílias e crianças. A maioria usava verde e amarelo e pedia o fim da corrupção. Segundo a Polícia Militar e os organizadores, sete mil pessoas participaram.

Em São Paulo, por volta das 12h, dois grupos de caminhoneiros se encontraram na marginal do Rio Pinheiros. Com bandeiras do brasil e faixas pedindo a saída da presidente Dilma e do PT, eles protestaram contra o preço do óleo diesel e do frete. Juntos, eles seguiram em direção à Avenida Paulista. A polícia impediu que os caminhões entrassem na avenida. Mais cedo, um grupo enorme de motoqueiros conseguiu passar. Muitas motos levavam bandeiras verde e amarelas. A região já estava cheia de manifestantes. Nas faixas e cartazes, alguns pediam impeachment. Outros, o fim da corrupção.

“Eu estou aqui exatamente porque eu espero mais dos políticos. Eu quero uma política melhor, com lisura com o dinheiro público”, afirmou uma manifestante.

“Olha, mais do que o impeachment eu espero que todos os políticos saibam que o povo está cansado de tantra desonestidade, de tanta falta de cidadania”, disse outra manifestante.

Os manifestantes que passaram por um trecho da Avenida Paulista, em frente ao MASP, circularam de baixo de uma bandeira enorme, com as cores verde e amarela. Segundo os organizadores, ela tem 80 metros de comprimento.

Como a manifestação do dia 15 de março, a de domingo também foi pacífica. Isso animou muita gente a levar os filhos. “Eu vim sozinho na primeira, e hoje resolvi vir com a família para apoiar esse pessoal que está aí contra tudo e ver se dá uma melhorada no país”, contou um manifestante.

Em São Paulo a PM calculou em 275 mil o número de manifestantes. O Datafolha diz que foram cem mil. Já os organizadores falam em 800 mil pessoas. No dia 15 de março, tanto a PM quanto os organizadores afirmaram que havia um milhão de pessoas. O Datafolha disse que eram 210 mil.

“Nós estamos muito contentes não apenas com o número de pessoas que está aqui, mas com o mesmo espirito que elas estão trazendo das outras vezes. São centenas de milhares de pessoas todas se manifestando contundentemente, mas de forma extremamente pacífica”, afirmou o líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer.

 

(fonte TV GLOBO/G1)

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