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Dólar cai em resposta à decisão da Standard & Poor’s sobre o Brasil

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (24) na primeira reação dos negócios no balcão à decisão da Standard & Poor’s (S&P), na segunda-feira, de manter o rating global do Brasil em BBB-, com perspectiva estável. Porém, a agenda doméstica do dia está carregada, com as atenções dos investidores divididas entre os indicadores econômicos e os eventos programados em Brasília, o que tende a limitar os ajustes à decisão da S&P.

Por volta das 9h25min, no mercado de balcão, o dólar à vista era cotado a R$ 3,0960, em baixa de 1,75%, na mínima, depois de abrir em baixa de 0,98%, a R$ 3,1200. No mercado futuro, o dólar para abril valia R$ 3,1030, com -1,34%, após uma abertura em queda de 0,64%, a R$ 3,1250. No exterior, prevalece também um viés negativo da moeda norte-americana ante as demais rivais.

Os negócios domésticos reagem hoje à decisão, anunciada no fim da tarde de ontem, da S&P, uma vez que os mercados regulares já estavam fechados, embutindo alguns ajustes em baixa na sessão estendida com as taxas do DIs e também na cotação do contrato futuro do dólar, ainda na segunda-feira. Logo mais, a partir das 10 horas, tem início uma teleconferência da S&P para comentar os motivos da decisão, com a participação da chefe da equipe que analisa o rating soberano do Brasil pela S&P, Lisa Schineller.

É válido lembrar que a S&P era uma das agências de classificação de risco que mais preocupavam, pois a nota do Brasil está apenas um grau acima do especulativo, e um rebaixamento do rating soberano poderia ser acompanhado pelas demais agências, o que provocaria uma fuga de recursos investidos no País. O governo brasileiro recebeu a notícia com grande alívio e avalia que a S&P deu um voto de confiança, fortalecendo o cacife ao ajuste fiscal proposto pela equipe econômica.

Porém, o cenário político e econômico segue desafiador, com o Executivo ainda precisando convencer seus aliados a apoiar os ajustes na economia. Ao mesmo tempo, trazem certo desconforto notícias sobre uma eventual revisão de pontos do ajuste fiscal, como os cortes dos benefícios trabalhistas.

Com isso, chama atenção a extensa pauta em Brasília hoje. Na Câmara do Deputados, deve entrar hoje à tarde para votação o projeto de lei que prorroga a política de correção do salário mínimo até 2019, mas também está no radar a participação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a partir das 10 horas. Os agentes financeiros seguem ávidos por pistas sobre o programa de swap cambial, previsto para acabar no fim do mês.

No exterior, dados de atividade melhores que o esperado na zona do euro sustentam um tom positivo nas bolsas europeias, mas os negócios na região são pressionados pela queda das ações da Airbus e da Lufhthansa, após a notícia de que um avião modelo A-320 da companhia aérea Germanwings caiu no sul da França, levando cerca de 150 pessoas. Não há sobreviventes no acidente, segundo autoridades francesas.

 

(fonte Jornal do Comércio)

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