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Partido de Netanyahu vence eleições em Israel

O partido direitista Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, venceu as eleições parlamentares de Israel realizadas ontem (17). A legenda conquistou 29 cadeiras no Knesset (Parlamento), contra as 24 obtidas pelo partido adversário União Sionista, de centro-esquerda. A Lista Árabe surpreendeu e elegeu 14 deputados. Derrotado, o concorrente Isaac Herzog parabenizou Netanyahu pela “clara vitória” e prometeu continuar lutando pelo país. “Da nossa parte, continuaremos batalhando por uma sociedade melhor”, disse o opositor.

Por sua vez, o premier anunciou, em um comunicado, que tentará formar um novo governo entre duas ou três semanas. “Netanyahu conversará imediatamente com os outros líderes políticos para formar uma coalizão”, destacou a nota. O resultado das eleições não confirma oficialmente a reeleição de Netanyahu para seu quarto mandato como chefe de Governo, já que nenhum partido alcançou a maioria de 61 cadeiras, das 120 do Parlamento. Porém, caberá ao presidente Reuven Rivlin escolher o candidato com maiores chances de formar uma coalizão. Ao que tudo indica, deverá ser Netanyahu. Os jornais israelenses informaram que o Likud venceu nas comunidades judaicas na Cisjordânia, enquanto a União Sionista triunfou nas comunidades próximas à Faixa de Gaza. Em Tel Aviv, a vitória ficou com Herzog, enquanto Netanyahu venceu em Jerusalém.

A vitória de Netanyahu, no entanto, foi recebida com críticas por partidos palestinos, principalmente a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que prometeu intensificar as denúncias de violações contra o governo israelense diante da Corte Penal Internacional de Haia. “Todos nós ouvimos as declarações de Netanyahu de que não consentirá com a criação de um Estado palestino independente e a promessa para continuar os assentamentos”, disse à imprensa o negociador Saed Erekat, da OLP.

Antes das eleições, Netanyahu afirmou que jamais aceitaria a criação de um Estado palestino. A OLP apresentará formalmente um processo à Corte de Haia em 1 de abril. A organização pede que seja examinada a política de colonização israelense e que se discuta a possibilidade de Israel ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza. (ANSA)

(fonte Jornal do Brasil)

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